Cada vez que ponho uma máscara para esconder
minha realidade, fingindo ser o que não sou, faço-o para atrair o outro e
logo descubro que só atraio a outros mascarados distanciando-me dos outros
devido a um estorvo: a máscara.
Faço-o para evitar que os outros vejam minhas debilidades e logo descubro
que, ao não verem minha humanidade, os outros não podem me querer pelo que
sou, senão pela máscara.
Faço-o para preservar minhas amizades e logo descubro que, quando perco um
amigo, por ter sido autêntico, realmente não era meu amigo, e, sim, da máscara.
Faço-o para evitar ofender alguém e ser diplomático e logo descubro que aquilo
que mais ofende às pessoas, das quais quero ser mais íntimo, é a máscara.
Faço-o convencido de que é melhor que posso fazer para ser amado e logo descubro
o triste paradoxo; o que mais desejo obter com minhas máscaras é, precisamente,
o que não consigo com elas.
" A melhor maneira de se perder um amigo é faltar-lhe com a verdade."
(Luiz Fanchin Jr)